Autora: Elizabete Possidente
Foi um prazer participar do podcast Sem Transtorno.
Conversas profundas, necessárias e sem rótulos apressados.
Se você é pai, mãe ou profissional da saúde, esse episódio é para você. 🎧
Autora: Elizabete Possidente
Foi um prazer participar do podcast Sem Transtorno.
Conversas profundas, necessárias e sem rótulos apressados.
Se você é pai, mãe ou profissional da saúde, esse episódio é para você. 🎧
https://youtu.be/t4zsAr8Ni4I?si=DZoWOiJkVDZHZXJi
Autores: Elizabete Possidente e Giuliana Possidente
Quando falamos de medicamentos, especialmente aqueles que atuam no sistema nervoso central, é comum acreditarmos que, se duas formulações são consideradas bioequivalentes, elas terão exatamente o mesmo resultado clínico. No entanto, essa conclusão pode ser precipitada.
Bioequivalência é um estudo que compara dois medicamentos para verificar se eles apresentam a mesma quantidade de princípio ativo no sangue, na mesma velocidade e extensão de absorção. Ou seja, mede o que acontece na corrente sanguínea, e não necessariamente no cérebro.
Mas aí está o ponto crucial:
Para os psicofármacos, o alvo não é o sangue, e sim o cérebro. Existem barreiras biológicas, como a barreira hematoencefálica, além de diferenças individuais no metabolismo, que influenciam quanto do medicamento realmente chega ao sistema nervoso central.
Portanto, embora dois medicamentos possam ser bioequivalentes, isso não garante, automaticamente, a mesma eficácia clínica, tolerabilidade ou efeitos no cérebro.
O que isso significa na prática?
Conclusão
Bioequivalência é um parâmetro importante, mas não suficiente quando o alvo terapêutico é o cérebro. Para muitos pacientes, pequenas diferenças podem representar mudanças significativas na resposta ao tratamento.
Autora: Elizabete Possidente
Participei do podcast “Café Sem Transtorno” falando sobre saúde mental das crianças : um bate-papo leve e cheio de orientações práticas para quem convive com os pequenos.
🎥 Assista aqui: https://youtu.be/t4zsAr8Ni4I
Autora: Elizabete Possidente
Atendo diariamente mulheres e também homens com sintomas de depressão, ansiedade, insônia, crises de pânico ou baixa autoestima. Muitos chegam em busca de medicação ou respostas para um mal-estar que não sabem nomear. O que poucos percebem, no início, é que a origem do sofrimento pode estar dentro de casa: no próprio relacionamento afetivo.
A violência doméstica nem sempre deixa marcas visíveis. Às vezes, ela se disfarça de cuidado, de proteção, de dependência emocional. Acontece em silêncios, em críticas constantes, chantagens sutis, controle excessivo e isolamento. E, quando se prolonga, mina a identidade e a autoestima.
Um retrato muito sensível e fiel desse processo está na série espanhola “Ângela”, que recomendo fortemente. A protagonista vive uma vida aparentemente perfeita, mas vai, aos poucos, percebendo que está presa em uma relação marcada por manipulação e violência emocional. A série mostra, com sensibilidade, como é difícil identificar o abuso quando ele é psicológico e como a consciência desse ciclo pode ser o primeiro passo para a libertação.
Muitas pacientes que atendo passam exatamente por isso. E o mesmo vale para homens em relações abusivas, com parceiras ou parceiros que os fragilizam, os controlam e os fazem duvidar de si mesmos.
Como psiquiatra, meu papel vai além de prescrever medicação. É também ajudar o paciente a reconectar-se com sua percepção da realidade, recuperar sua força interna e reconhecer que aquilo que adoece pode, sim, ter nome: violência psicológica.
Autora: Elizabete Possidente
Autora: Elizabete Possidente
Os sinais estão lá, mas muitas vezes são confundidos com outras condições. No vídeo, explico os motivos e como reconhecer mais cedo.
Autora: Elizabete Possidente
Quando a depressão parece ter passado… mas alguns sintomas ainda ficam.
Autora: Elizabete Possidente
Nem todo comportamento preventivo é sinal de ansiedade. Às vezes, é apenas cautela ,um cuidado saudável para evitar problemas. Antes de rotular, é importante diferenciar preocupação excessiva de uma atitude responsável.
Autora: Elizabete Possidente
Autora: Elizabete Possidente
🔴 “Homens violentos contra mulheres foram criados por mulheres. Por mães.”
Essa frase é desconfortável. E justamente por isso, necessária.
Não significa que toda responsabilidade seja das mães. Nem que os pais estejam isentos. Mas precisamos, sim, falar sobre como os meninos estão sendo criados.
👦 Meninos que não aprendem a ouvir “não”.
👦 Meninos ensinados a conter o choro, mas não a conter a raiva.
👦 Meninos que crescem sem ser responsabilizados pelos próprios atos.
👦 Meninos que escutam desde cedo que as mulheres devem cuidar, servir, ceder.
Esses meninos crescem. E muitos se tornam homens que não sabem lidar com frustração, rejeição ou limites. Homens que confundem amor com posse. Que acreditam que a mulher tem a obrigação de obedecer. Que não reconhecem o “não” como resposta.
🧩 Educar um menino é uma grande oportunidade de transformação social.
Ensinar respeito, empatia, autocontrole e responsabilidade não é tarefa da escola ou da sociedade lá na frente. Começa dentro de casa.
⚠️ Não basta amar. É preciso educar. E educar é, muitas vezes, frustrar, corrigir, limitar, insistir. Amar com firmeza.
💬 Porque prevenir a violência contra a mulher começa muito antes da denúncia. Começa na infância dos meninos.
Autora: Elizabete Possidente
📚 Tive em mãos recentemente uma edição especial do clássico infantil “Pedro Cabeludo”, originalmente escrito em 1845 pelo psiquiatra alemão Dr. Heinrich Hoffmann e agora adaptado em português com apoio da indústria farmacêutica Eurofarma. A obra, colorida e ricamente ilustrada, traz uma série de histórias rimadas sobre crianças que “não se comportam” como o esperado e enfrentam, por isso, punições dramáticas.
Na época de sua publicação, o objetivo era claro: ensinar pelo medo, pela consequência extrema, pela ameaça. A pedagogia moralizante era o padrão. Mas reler esse livro hoje, como psiquiatra, escritora de livro para pais e com o olhar da neurociência atual, desperta outro tipo de reflexão.
O próprio Pedro, com seu cabelo desgrenhado e suas unhas compridas se trata de uma criança que não se adapta às regras sociais básicas e que facilmente, nos dias de hoje, nos levaria a levantar suspeitas para um diagnóstico de TDAH. E não só ele: diversas das crianças retratadas mostram impulsividade, agitação, desatenção, dificuldade de seguir comandos, características que hoje sabemos estar frequentemente associadas a transtornos do neurodesenvolvimento.
Mas no século XIX, essas crianças não eram vistas como portadoras de necessidades específicas. Eram tratadas como “teimosas”, “rebeldes” ou “desobedientes”. E o castigo vinha em forma de metáfora violenta. Um recurso que talvez tenha funcionado por gerações, mas que hoje nos convida a repensar: o que estamos ensinando? E a que custo?
Autora: Dra Elizabete Possidente
Vivemos num mar de informações mas será que todas são verdadeiras?
Se você é pai ou mãe de uma criança com TDAH, fica um conselho essencial: não aceite qualquer ideia sem questionar. Não é porque está na internet, numa roda de conversa ou até num programa de TV que aquilo é confiável.
🔍 Pergunte sempre:
Converse com profissionais, leia materiais baseados em ciência e desconfie de soluções milagrosas. Cuidado especial com sites que mais vendem do que informam.
💡 A verdade não nasce de uma única fonte, ela se constrói aos poucos, com estudo, pesquisa e escuta crítica.
Seu filho merece um cuidado embasado, não palpites ou modismos.
Autora: Elizabete Possidente
Quando você toma zolpidem no momento em que já está preparado para dormir, o efeito sedativo do fármaco se soma à “pressão do sono” que seu organismo já acumulou ao longo do dia, de modo que você desliza rapidamente para um sono natural e contínuo. Nesse cenário, não ocorre aquele estado intermediário de “cérebro dormindo e corpo acordado” que caracteriza o sonambulismo ou outros comportamentos automáticos, porque você transita de forma coordenada de vigília para sono profundo.
Em contraste, se você toma o zolpidem sem estar com sono (por exemplo, sentado na cama, lendo no celular, vendo TV), o remédio já começa a se ligar aos receptores GABA‑A (especialmente os que contêm a subunidade α1), bloqueando parcialmente a atividade excitatória em várias áreas do cérebro. O resultado é uma dissociação:
Inibição dos centros de alerta (tálamo, córtex pré‑frontal)
→ A sensação subjetiva de sonolência, “cérebro embaralhado”, dificuldade de iniciar pensamentos coerentes.
Bloqueio parcial das vias motoras automáticas (gânglios da base, cerebelo)
→ Manutenção de algum nível de tônus muscular e capacidade de executar ações simples, mas sem o controle consciente pleno.
Isso faz com que você “fique acordado” (ainda consegue reagir a estímulos, falar, caminhar) mesmo com o “cérebro sedado” — o clássico estado de sonambulismo farmacológico. Por isso a recomendação é nunca tomar o comprimido se não for dormir imediatamente, em ambiente propício ao repouso.
É a junção do remédio com o “sono prontinho” que garante um início de sono limpo, sem automações.
Tomar sem sono gera dissociação: o GABA faz seu cérebro “desligar” parcialmente, mas não o suficiente para completar a transição ao dormir.
Tolerância anterior reduz — não elimina — o risco, mas não é suficiente se o comprimido for tomado fora da hora de repouso.
Higiene do sono: ambiente escuro, sem telas, sem cafeína nem estímulos; isso potencializa o efeito natural do zolpidem e evita os “episódios automatizados”.
Em suma, o zolpidem só “devolve” um sono natural quando você já está em condições fisiológicas de dormir. Fora desse contexto, ele apenas embota o cérebro, deixando você lúcido o bastante para agir — o que chamamos de sonambulismo farmacológico.
Autora: Elizabete Possidente
Autora: Elizabete Possidente
🧠💊 “Por que o remédio da minha filha bipolar não vai sendo reduzido até parar de vez?”
Essa é uma pergunta que muitos pais me fazem no consultório. E a resposta começa com uma outra pergunta:
👉 Sua filha está bem, estável, com a vida andando?
Então é provável que a medicação esteja fazendo seu papel.
O transtorno bipolar não “passa” como uma gripe. Ele é uma condição que precisa de cuidado contínuo.
E os remédios funcionam como uma ponte que mantém o equilíbrio do humor evitando recaídas, mesmo quando tudo parece tranquilo.
💡 Reduzir ou suspender a medicação sem critério pode trazer de volta episódios difíceis, tanto de depressão quanto de euforia.
📌 Em alguns casos, sim, após anos de estabilidade e com acompanhamento próximo, o médico pode avaliar a possibilidade de redução. Mas isso é sempre feito com muito cuidado. Não há suspensão da medicação
❤️ O objetivo do tratamento é preservar a autonomia, o bem-estar e os projetos de vida da sua filha.
📣 Cuidar da saúde mental é um gesto de amor e responsabilidade e isso vale para a família também.
Autora: Elizabete Possidente
O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de crescimento, respeito e aprendizado, está sendo cada vez mais transformado em palco de disputas de poder e demonstrações de autoridade distorcida. Quando quatro adolescentes se sentem no direito de cobrar “pedágio” para que colegas possam usar o banheiro como ocorreu em uma escola da zona sul do Rio, não estamos apenas diante de uma brincadeira de mau gosto. Estamos assistindo, atônitos, à naturalização da opressão dentro de um espaço que deveria acolher, proteger e educar.
O que esses jovens estão aprendendo sobre convivência, empatia e responsabilidade? Que impor, dominar e humilhar são mais eficazes do que dialogar, cooperar e respeitar? Onde estão os adultos: pais, educadores, gestores que deveriam ser referência de autoridade saudável e limites éticos?
Não se trata apenas de um ato isolado. É reflexo de uma falência mais ampla: quando famílias terceirizam a educação emocional dos filhos e escolas hesitam em exercer seu papel formativo, a consequência é o surgimento de pequenos tiranos, testando os limites do aceitável, confundindo coragem com crueldade e liderança com abuso.
Precisamos, com urgência, resgatar o valor da autoridade que educa e da presença adulta que orienta. Uma escola que permite esse tipo de conduta precisa refletir sobre seus mecanismos de proteção, supervisão e construção de valores. E famílias que minimizam comportamentos agressivos ou desrespeitosos dos filhos precisam entender que estão formando pessoas para viver em sociedade e não para vencer os outros a qualquer custo.
Educar é ensinar que a liberdade de um termina onde começa a dignidade do outro. E que ser forte de verdade é saber usar essa força para proteger, e não para humilhar.
Autora: Elizabete Possidente
Durante uma caminhada, vi algo que me fez refletir profundamente: pais carregando mochilas dos filhos enquanto eles seguiam distraídos no celular.
Que tipo de mensagem estamos passando para os nossos filhos quando assumimos até as tarefas mais simples por eles?
Carregar a própria mochila, literalmente, é aprender a lidar com responsabilidades desde cedo. É também uma oportunidade de conexão e que está sendo perdida.
Neste vídeo, compartilho essa reflexão sobre o papel que pais e mães estão assumindo e o que realmente importa na formação emocional dos nossos filhos.
Comente aqui: você já se pegou “carregando a mochila” do seu filho? Como foi isso pra você?
Autora: Elizabete Possidente
Responsabilidade: ensina que cada ação gera consequências, fortalecendo o senso de compromisso e autoestima.
Autoestima: realizar tarefas com sucesso gera orgulho e confiança para enfrentar novos desafios.
4 – 6 anos: Levar o prato vazio até a pia.Ajudar a separar roupas sujas por cor. Escolher e arrumar seus livros ou cadernos numa estante.
7–9 anos: Preparar o lanche (com supervisão): escolher frutas e montar o pratinho.Organizar a mochila para a escola, conferindo o material do dia seguinte.
10–12 anos: Planejar o cronograma de estudos para uma tarefa ou prova. Responsabilizar-se por pequenas economias: guardar mesada ou organizar cofrinho.
Adolescentes: Definir horário de estudo e lazer; ajustar rotina com base em prazos escolares.Cuidar de parte das tarefas domésticas de forma independente (lavar louça, regar plantas).
Liste as tarefas necessárias no dia a dia.
Permita que cada criança “se candidate” ao que lhe interessar mais.
Contrato de responsabilidade
Anote em papel ou quadro: “Eu, [nome], prometo…” e detalhe o compromisso.
Defina prazo e consequência positiva (elogio, estrela, tempo extra de brincadeira).
Acompanhamento e ajustes
Nos primeiros dias, supervisione discretamente e ofereça suporte só quando solicitado.
Após uma semana, avalie junto com a criança o que funcionou e o que precisa melhorar.
Celebração de conquistas
Reconheça verbalmente e, se desejar, crie um mural de “pequenas vitórias” com fotos ou adesivos.
Use reforço positivo consistente (elogios sinceros, abraços, tempo de qualidade juntos).
Rotina visual: use tabelas ou cartões ilustrados para lembrar as responsabilidades diárias.
Rodízio de tarefas: evita monotonia e ensina múltiplas habilidades.
Modelagem: mostre entusiasmo ao cumprir suas próprias tarefas; crianças aprendem pelo exemplo.
Flexibilidade: ajuste o nível de desafio conforme a criança cresce e desenvolve confiança.
Conclusão
Delegar responsabilidades é um investimento que rende resultados ao longo da vida: crianças e adolescentes mais confiantes, organizados e prontos para assumir desafios futuros com segurança e autoestima elevada.
Autora: Elizabete Possidente
O termo “vício em chiclete” pode parecer inofensivo à primeira vista, mas quando o consumo se torna compulsivo, ele pode sinalizar algo maior, como uma forma de aliviar ansiedade, regular a atenção ou até mesmo fazer parte de um padrão comum em pessoas com TDAH.
Possíveis causas por trás do consumo excessivo de chiclete:
✅ Ansiedade ou estresse
Mastigar chiclete pode ser uma maneira inconsciente de aliviar a tensão. A ação repetitiva e o estímulo oral funcionam como um “escape” emocional.
✅ TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Pessoas com TDAH têm uma necessidade maior de movimento e estímulo sensorial constante. O ato de mascar pode ajudar na regulação da atenção por movimento, funcionando como uma autoestratégia para manter o foco em determinadas tarefas, principalmente em situações de tédio, longas reuniões ou durante os estudos.
Além disso, o chiclete pode ter um efeito que ajudanda a aliviar a inquietação física.
✅ Compulsão oral
Há pessoas que, independentemente de diagnóstico, têm uma tendência a manter a boca ocupada (roer unhas, morder objetos, etc.). O chiclete acaba sendo uma substituição socialmente aceitável.
✅ Transtornos alimentares disfarçados
Algumas pessoas usam o chiclete para enganar a fome, controlar a vontade de comer ou até como uma forma de compensação após episódios de compulsão alimentar.
✅ Comportamentos compulsivos (TOC ou outros)
A repetição pode fazer parte de um quadro maior de compulsão, como TOC ou Transtorno de Controle de Impulsos.
✅ Sensação de prazer momentâneo
O sabor intenso e o ato de mastigar geram uma recompensa sensorial rápida, que pode criar uma busca automática e frequente.
Se a pessoa:
✔️ Entender o contexto emocional e comportamental: O que está por trás da necessidade de mascar? Ansiedade? TDAH? Tédio?
✔️ Reduzir gradualmente: Estabelecer um número limite por dia e buscar alternativas.
✔️ Buscar outras formas de autorregulação: Para quem tem TDAH, o ideal é trabalhar estratégias que ajudem no foco e na inquietação física (atividade física, técnicas de atenção plena, uso de objetos de manipulação – os famosos “fidgets”).
✔️ Se necessário, buscar ajuda profissional: Psicólogo, psiquiatra e nutricionista podem ajudar a abordar o problema de forma multidisciplinar.
Autora: Elizabete Possidente
📌 O que mudou
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